Leitura é um exercício subjetivo e pessoal. Cada um mantém um ritmo e um propósito. Nunca considerei que ler fosse um método de competição ou de exibicionismo. Por esses motivos, não leio com pressa, tampouco com afobação.
Leio criteriosamente, 20, 25 páginas por dia. Ler mais de 60 ou de 80 páginas diárias ficou para a minha época de estudante de Direito e de concurseiro. Hoje, não estou correndo contra o tempo exíguo de um pós-edital de concurso público. Muito menos estou exibindo as minhas pretensas sabedorias com o fim de convencer ou de influenciar os leitores.
Não sou influenciador digital, nem tenho vocação para construir uma imagem vaidosa e egocêntrica de mim mesmo. Prefiro a discrição à exposição sem método. Feitas as devidas ponderações, vamos nos ater aos fatos. Eis a minha lista de livros de 2025. Lista heterogênea, íntima e democrática.
Janeiro de 2025 – Os Irmãos Karamázov, de Fiódor Dostoiévski.
Fevereiro de 2025 – O Idiota, de Fiódor Dostoiévski.
Entre Março e Abril de 2025 – Época mais intensa de preparação para um concurso público. Deixei a literatura clássica de lado por um momento.
Maio de 2025 – Capitães da Areia, de Jorge Amado; e O Vermelho e o Negro, de Stendhal.
Junho de 2025 – Angústia, de Graciliano Ramos.
Julho de 2025 – Anna Kariênina, de Liev Tolstói.
Agosto de 2025 – Ética a Nicômaco, de Aristóteles.
Setembro de 2025 – A Cartuxa de Parma, de Stendhal.
Outubro de 2025 – O Adolescente, de Fiódor Dostoiévski.
Novembro de 2025 – Memórias do Subsolo, de Fiódor Dostoiévski; e Vidas Secas, de Graciliano Ramos.
Dezembro de 2025 – Os Irmãos Karamázov, de Fiódor Dostoiévski (livro que eu estou lendo pela terceira vez, mas agora com uma velocidade reduzida. Só terminarei a sua leitura em fevereiro de 2026).
Diante do panorama exposto, depreende-se que eu estou procurando ler apenas um livro por vez, sem me precipitar com leituras simultâneas. Mas isso vai do método de cada um. Eu, particularmente, não consigo misturar conceitos e ideias. Prefiro apreciar uma obra de cada vez. Ademais, como ficou evidente, Dostoiévski é, de longe, o meu autor favorito. Por essa razão, a minha meta é ler todas as obras dele, passando pelos romances, pelos contos e pelas novelas.
Em 2026, pretendo ler outros autores também, como Ernest Hemingway e Charles Dickens. Por ora, essa foi a minha lista de leitura deste ano. Experiências edificantes e muito positivas. Tanto que alguns dos livros retromencionados certamente serão relidos por mim em momento oportuno, como Anna Kariênina e Capitães da Areia, por exemplo.
Então é isso. Que 2026 seja um ano de produtividade, de aperfeiçoamento cultural, de aprazibilidade e de muita paz e tranquilidade para todos nós. E que as leituras sirvam não como metas a serem superadas, mas sim como combustíveis para a nossa energia mental e espiritual.